Total de visualizações de página

Translate

terça-feira, 10 de junho de 2014

Cientistas afirma que nossa galáxia abriga um túnel do tempo, e não um buraco negro, como se supunha

Um grupo de cientistas chineses assegurou que no centro da Via Láctea existe um buraco de minhoca, e não um buraco negro, como acreditam os astrônomos. Caso a hipótese seja confirmada, o centro de nossa galáxia abrigaria um verdadeiro túnel do tempo. Buracos de minhoca são túneis hipoteticamente existentes através do tempo e do espaço e que alcançam um deslocamento mais rápido que a velocidade da luz. A teoria foi formulada pela primeira vez graças ao trabalho de Albert Einstein e Nathan Rosen, que na época, os batizaram como “Pontes de Einstein-Rosen.”
O estudo foi conduzido pela equipe de Zilong Li e Cosimo Bambi, membros da Universidade Fudan, em Shangai, na China. Os investigadores dizem haver encontrado uma emissão específica de energia que poderia ser detectada ao redor de um hipotético buraco de minhoca.
Apesar de a teoria mais aceita afirmar a existência de um maciço buraco negro no centro de nossa galáxia, os cientistas chineses discordam e afirmam tratar-se de um buraco de minhoca.
O grupo espera conseguir provar sua hipótese prontamente quando o telescópio VLT, do Observatório Europeu Austral no Chile, receber o aparelho Gravity, especialmente desenhado para observar o centro da galáxia com uma definição inexistente até hoje. Com esse novo recurso para análise plasmática do que quer que se encontre no centro da Via Láctea, o mistério será de vez, desvendado.

VEJA TAMBÉM

A FRONTEIRA FINAL DO UNIVERSO: OS BURACOS NEGROS

Alguns passos à frente certamente foram dados no que se refere ao conhecimento sobre os buracos negros, um lugar de poderosa gravidade, matéria infinitamente densa, onde o tempo congela e a luz é "presa"

DESCOBERTA DE DOIS BURACOS NEGROS EM AGLOMERADO DE ESTRELAS DESAFIA TEORIA

Cientistas da Universidade de Michigan, nos EUA, encontraram um grande aglomerado de estrelas na constelação de Sagitário onde foram identificados dois buracos negros em vez de apenas um
 


domingo, 8 de junho de 2014

Spitzer captura estrela criando cristais de cometas

Spitzer captura estrela criando cristais de cometas: O Telescópio Espacial Spitzer pode ter encontrado a resposta para uma das mais intrigantes questões que vinha desafiando os astrônomos há décadas: como é que cristais de silicatos, que exigem temperaturas altíssimas para se formarem, vão parar nos cometas, corpos literalmente congelados?
A observação da estrela EX Lupi, que chega a ficar 100 vezes mais brilhante durante suas explosões, deu aos cientistas informações sobre a geração de materiais que só se formam em temperaturas muito elevadas, mas que são encontradas nos gelados cometas.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]
Veja matéria completa em 
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=spitzer-captura-estrela-criando-cristais-de-cometas#.U5Omv_ldW-0

terça-feira, 25 de março de 2014

Glória de Vênus: fenômeno é fotografado em outro planeta pela primeira vez

Com informações da BBC - 14/03/2014
Glória de Vênus: fenômeno é fotografado em outro planeta pela primeira vez
Enquanto um arco-íris tem a forma de um arco no céu, as glórias são menores e formadas por uma série de anéis concêntricos de cores com um núcleo brilhante. [Imagem: ESA/MPS/DLR/IDA]
Arco-íris e glórias
Fenômeno semelhante a um arco-íris - e conhecido como "glória" - foi fotografado pela primeira vez em outro planeta.
A espaçonave Venus Express, da Agência Espacial Europeia (ESA), que decolou em 2005 com a missão de estudar o planeta vizinho, fotografou as nuvens venusianas em posição adequada para registrar a glória, e conseguiu.
Arco-íris e glórias ocorrem quando a luz do Sol brilha sobre as gotas de uma nuvem - que, no caso da Terra, são de água.
Enquanto um arco-íris tem a forma de um arco no céu, as glórias são menores e formadas por uma série de anéis concêntricos de cores com um núcleo brilhante.
As glórias só são vistas quando o observador estiver localizado entre o Sol e as partículas que refletem a luz.
Na Terra, elas costumam ser vistas por passageiros de aviões em voo, rodeando a sombra das aeronaves nas nuvens, ou por montanhistas no topo de morros cobertos de névoa.
Glória de Vênus: fenômeno é fotografado em outro planeta pela primeira vez
Comparação entre a glória de Vênus (esquerda) e uma glória terrestre (direita). [Imagem: C. Wilson/P. Laven]
Glória ácida
A ocorrência de uma glória depende que as partículas das nuvens sejam esféricas - ou seja, provavelmente gotas de líquido - e de tamanho similar. Acredita-se que as gotas da atmosfera de Vênus contenham ácido sulfúrico.
A partir das observações feitas a partir da glória, os cientistas estimam que as partículas da nuvem de Vênus tenham cerca de 1,2 micrômetro, o equivalente a um quinto da largura de um fio de cabelo humano.
Além disso, após analisar as variações de brilho dos anéis do fenômeno, os cientistas creem que uma química incomum talvez esteja em ação em Vênus, produzindo um resultado diferente do esperado de nuvens de ácido sulfúrico misturado com água.
Serão necessárias mais pesquisas para descobrir que outro componente químico pode estar em ação.
Fonte:
SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Glória de Vênus: fenômeno é fotografado em outro planeta pela primeira vez. 14/03/2014. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=gloria-venus-arco-iris. Capturado em 25/03/2014. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

MUSE (sigla em inglês para Multi Unit Spectroscopy Explorer)

Primeira luz do MUSE

Poderoso espectrógrafo 3D instalado de forma bem sucedida no VLT

5 de Março de 2014
Um novo instrumento chamado MUSE (sigla em inglês para Multi Unit Spectroscopy Explorer) foi recentemente instalado no Very Large Telescope do ESO (VLT) no Observatório do Paranal, no norte do Chile. O MUSE observou galáxias distantes, estrelas brilhantes e outros alvos de teste durante o primeiro período de observações bem sucedidas.
Dando sequência aos testes e da aceitação preliminar na Europa a 12 de setembro de 2013, o MUSE foi enviado para o Observatório do Paranal do ESO, no Chile. Foi montado novamente no campo base antes de ser cuidadosamente transportado até à sua nova casa, o VLT, onde está agora instalado no Telescópio Principal número 4. O MUSE é o mais recente da segunda geração de instrumentos para o VLT (os dois primeiros foram o X-shooter e o KMOS e o próximo será o SPHERE, que será instalado brevemente).

O líder da equipe e pesquisador principal do instrumento, Roland Bacon (Centre de Recherche Astrophysique de Lyon, França) diz: “Foi necessário muito trabalho por parte de muitas pessoas e durante muitos anos, mas finalmente conseguimos! Parece estranho que esta amálgama de óptica, mecânica e eletrônica de sete toneladas seja agora uma fantástica máquina do tempo para perscrutar o Universo primordial. Estamos muito orgulhosos deste feito - o MUSE permanecerá  um instrumento único nos anos vindouros”.

Os objetivos científicos do MUSE incluem investigar as épocas primordiais do Universo, de modo a estudar os mecanismos da formação de galáxias e os movimentos do material e as propriedades químicas de galáxias próximas. Este instrumento terá muitas outras aplicações, desde o estudo de planetas e satélites do Sistema Solar, passando pelas propriedades de regiões de formação estelar na Via Láctea até ao Universo longínquo.

Como ferramenta única e poderosa de descobertas, o MUSE utiliza 24 espectrógrafos que separam a luz nas suas componentes de cor, de modo a criar ao mesmo tempo imagens e espectros de regiões selecionadas do céu. O instrumento dá-nos imagens a três dimensões do Universo, onde a terceira dimensão [1] corresponde a um espectro para cada pixel. Durante a análise subsequente os astrônomos podem assim deslocar-se pelos dados e estudar diferentes vistas do objeto a diferentes comprimentos de onda, tal como se sintoniza uma televisão para os diferentes canais a diferentes frequências.

O MUSE junta o potencial de descoberta de uma engenho para obter imagens às capacidades de medição de um espectrógrafo, ao  mesmo tempo que tira vantagem de uma qualidade de imagem muito melhorada obtida por óptica adaptativa. O instrumento está instalado no Telescópio Principal número 4 do VLT, que se encontra neste momento a ser convertido num telescópio totalmente adaptativo.


Desde o início de 2014, Bacon e o resto da equipe de integração e gestão do MUSE no Paranal têm registrado a história do MUSE numa série de blogs, que podem ser seguidos neste link. A equipe apresentará os primeiros resultados do MUSE no workshop 3D2014, que terá lugar brevemente no ESO, em Garching bei München, Alemanha. 

Uma musa é uma fonte de inspiração. E de fato, o MUSE inspirou-nos ao longo de muitos anos e continuará a fazê-lo no futuro”, diz Bacon numa entrada de blog sobre a primeira luz do instrumento. “Não tenho dúvidas de que o nosso MUSE saberá igualmente encantar os astrônomos de todo o mundo”.

Notas

[1] Esta técnica, conhecida por espectroscopia de campo integral, permite aos astrônomos estudar simultaneamente as propriedades de diferentes partes de um objeto, tal como uma galáxia, para perceber como é que este gira e assim poder medir a sua massa. Permite igualmente determinar a composição química e outras propriedades físicas em diferentes partes do objeto. Esta técnica é utilizada há muitos anos, mas com o MUSE deu agora um salto em sensibilidade, eficiência e resolução. Uma maneira de descrever este fato é dizer que o MUSE combina simultaneamente imagens de alta resolução com espectroscopia.

Mais Informações

O ESO é a mais importante organização europeia intergovernamental para a pesquisa em astronomia e é o observatório astronômico mais produtivo do mundo. O ESO é  financiado por 15 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça. O ESO destaca-se por levar a cabo um programa de trabalhos ambicioso, focado na concepção, construção e funcionamento de observatórios astronômicos terrestres de ponta, que possibilitam aos astrônomos importantes descobertas científicas. O ESO também tem um papel importante na promoção e organização de cooperação nas pesquisas astronômicas. O ESO mantém em funcionamento três observatórios de ponta, no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor. No Paranal, o ESO opera  o Very Large Telescope, o observatório astronômico óptico mais avançado do mundo e dois telescópios de rastreio. O VISTA, o maior telescópio de rastreio do mundo que trabalha no infravermelho e o VLT Survey Telescope, o maior telescópio concebido exclusivamente para mapear os céus no visível. O ESO é o parceiro europeu do revolucionário telescópio  ALMA, o maior projeto astronômico que existe atualmente. O ESO está planejando o European Extremely Large Telescope, E-ELT, um telescópio de 39 metros que observará na banda do visível e infravermelho próximo. O E-ELT será “o maior olho no céu do mundo”.

Links

Contatos

Gustavo Rojas
Universidade Federal de São Carlos
São Carlos, Brazil
Tel.: 551633519795

Roland Bacon
Lyon Centre for Astrophysics Research (CRAL)
France
Cel.: +33 6 08 09 14 27

Richard Hook
ESO, Public Information Officer
Garching bei München, Germany
Tel.: +49 89 3200 6655
Cel.: +49 151 1537 3591
e-mail: rhook@eso.org

Marcella Carollo
Institute for Astronomy ETH Zurich
Zurich, Switzerland
Tel.: +41 44 633 3725

Thierry Contini
Institut de Recherche en Astrophysique et Planétologie (IRAP)
Toulouse, France
Tel.: +33 5 61 33 28 14

Harald Nicklas
Institut für Astrophysik (IAG)
Göttingen, Germany
Tel.: +49 551 39 50 -39 

Joop Schaye 
Leiden Observatory (NOVA)
Leiden, The Netherlands
Cel.: +31 (71) 527 8443

Lutz Wisotzki
Leibniz-Institut für Astrophysik Potsdam (AIP)
Potsdam, Germany
Tel.: +49 331 7499 532

Este texto é a tradução da Nota de Imprensa do ESO eso1407, cortesia do ESON, uma rede de pessoas nos Países Membros do ESO, que servem como pontos de contato local para a imprensa. O representante brasileiro é Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos. A nota de imprensa foi traduzida por Margarida Serote (Portugal) e adaptada para o português brasileiro por Gustavo Rojas.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Satélite europeu tem 'câmera mais poderosa da história


Com capacidade de tirar foto de fio de cabelo a milhares de km, Gaia produzirá imagem em 3D da Via Láctea

BBC
Orçado em 740 milhões de euros, o satélite Gaia decolou da Guiana Francesa com o objetivo de produzir a primeira imagem realista, em 3D, de como a nossa Via Láctea é construída.
A sensibilidade notável do Gaia - uma das missões espaciais mais ambiciosos da história, lançada pela Agência Espacial Europeia - permitirá ainda a detecção de muitos milhares de corpos celestes jamais vistos antes, incluindo novos planetas e asteroides. Gaia está em desenvolvimento há mais de 20 anos.
Assista ao vídeo:

No coração do telescópio transportado pelo satélite há uma câmera. O aparato é sensível o suficiente para detectar estrelas que estão a trilhões de quilômetros de distância.
Ao revisar repetidamente suas metas ao longo de cinco anos, o satélite deverá conhecer as coordenadas das estrelas mais brilhantes com uma margem de erro mínima, de apenas sete microssegundos de arco.
"Esse ângulo é equivalente ao tamanho de uma moeda na Lua vista da Terra", explica o professor Alvaro Gimenez, diretor de ciência da Agência.
Evolução da Via Láctea
Os sensores da câmera também têm diferentes cores e detectam distintos tipos de luz. Trata-se da "câmera mais poderosa já construída", diz a Agência Espacial Europeia. Poderia tirar uma foto de um fio de cabelo humano a milhares de quilômetros de distância.
No espaço, a função do equipamento será medir o tamanho, a luminosidade e a posição de mais de um bilhão de estrelas, algo útil para que se saiba como a Via Láctea evolui.
Gaia vai identificar estrelas semelhantes ao Sol e outras que estão explodindo, as supernovas. Buscará também buracos negros, encontrar elementos jamais imaginados antes por cientistas e, possivelmente, descobrir que a forma da Via Láctea é diferente da que vemos e da que conhecemos nos livros de ciência.

    .

    .